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domingo, 11 de novembro de 2012

O ARQUITETO OSCAR NIEMEYER APRESENTA MELHORA NO QUADRO CLÍNICO,DIZ MÉDICO.




Rio de Janeiro – O arquiteto Oscar Niemeyer, 104 anos, internado desde o último dia 2, apresenta melhora em seu quadro clínico. Em coletiva à imprensa, o diretor médico do Hospital Samaritano, na zona sul do Rio de Janeiro, Fernando Gjorup, disse que, pela idade avançada, o arquiteto ainda requer cuidado e preocupa, mas a melhoria é evidente.
“Ele está evoluindo satisfatoriamente. Ele está melhor hidratado, o rim dele, que sofreu um pouco por essa desidratação, está respondendo, ele está urinando melhor. Os exames laboratoriais estão melhores. Ele está lúcido, está orientado. Ele está muito cooperativo, participando disso tudo”, disse.
Segundo Gjorup, Niemeyer conversa com as pessoas e mostra até preocupação com seu trabalho. “Outro dia presenciei ele discutindo com seu calculista [engenheiro responsável pelas estruturas] um projeto”, disse.
Gjorup, que também é médico particular de Niemeyer, disse que ainda não há previsão de alta e que ele voltará para casa, quando estiver bem de saúde. “Ninguém está com pressa de mandá-lo de volta para casa. Se ele continuar no rumo que está, será levado de volta para casa”, disse.
O arquiteto continua na Unidade Intermediária (UI), que é um espaço entre o quarto e a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e tem suas funções cardíacas e respiratórias permanentemente monitoradas. Apesar disso, ele respira normalmente sem aparelhos.
Sobrinho de Niemeyer, o médico Paulo Niemeyer disse que a família está satisfeita com o andamento do tratamento. “E temos esperança de levá-lo para casa. Toda a família está mobilizada. Ele tem muito desejo de sair. Ele está cansado de ficar na cama, quer ir embora. Quinze dias atrás, estava todo dia na rua. Para ele está sendo um sacrifício, porque ele está inteiramente lúcido. Ele está vivo”, disse.
A esposa do arquiteto, Vera Niemeyer, disse que ele está ansioso para sair porque tem vários projetos em andamento, como um centro cultural no Marrocos.fonte:agencia brasil/jardim das oliveiras blog

EXPEDITO TRILHA UM NOVO CAMINHO.



Expedito, ex-lateral-direito do Fortaleza nos anos 90, mostra felicidade e dignidade com seu emprego em uma galeteria. Como entregador, é sempre abordado por torcedores que ainda o idolatram FOTO: WALESKA SANTIAGO

O ex-lateral Expedito, natural de Ipu (CE), aos poucos vai reconstruindo a vida, depois de encerrar a carreira em 2003. Aos 44 anos - ele jogou oito deles só no profissional do Fortaleza, de 1989 e 1997 -, passou dois anos desempregado ao pendurar as chuteiras e hoje tem um emprego de entregador em uma galeteria. O estabelecimento pertence a Valber Barroso, irmão do treinador Danilo "Baratinha".

E Expedito tem orgulho da nova profissão, que segundo ele, deu um novo sentido a sua vida. "Quando parei, fiquei dois anos sem emprego e estava entregue, sem perspectivas. Mas, graças ao Valber, estou podendo seguir minha vida depois de encerrar a carreira. Não tenho do que reclamar. O que ganho está dando para alimentar minha família e meus filhos", relata.

Antes que algum torcedor se pergunte como um ex-jogador pode passar por dificuldades financeiras ao fim da carreira, o ex-lateral-direito explica que ficou muitos anos sem receber salário. "Muitos afirmam que o Expedito era para ser rico. Mas a realidade não foi essa. Em 13 anos de Fortaleza (incluindo a base), só recebi salário em três. Muitas vezes pagavam um mês para não completar três de atraso e, assim, perder o passe do jogador", relembra.

Sem querer se meter em polêmicas, o ex-atleta completa: "não tenho mágoa, até hoje a torcida me idolatra quando me encontra. Fui bi-campeão cearense em 1991 e 1992".

Apesar dos contratempos, Expedito faz uma mea-culpa: os excessos fora de campo. Ele admite que deveria ter se cuidado mais e gastado menos. "Se pudesse voltar no tempo, teria sido mais responsável, dentro e fora de campo. Pisei muito na bola e não juntei o dinheiro necessário para quando encerrar a carreira. Gastei muito com carros e outras coisas", admite.

Com seu filho de 12 anos, Expedito Júnior, jogando na escolinha de um irmão ipuense, ele anseia para que a trajetória dele seja diferente. "Meu filho vai jogar futebol. Digo a ele que profissional tem de ser responsável". Dou o exemplo aqui no meu emprego. Aqui, sou responsável. Se por um motivo tiver de faltar, coloco dois no meu lugar".

Mas o ex-lateral-direito jura que também pode ensinar sobre futebol ao filho dentro de campo. Expedito ainda joga no chamado "Suburbão" em Fortaleza. "Jogo no quarentão pelo Rodolfo Teófilo, e pelo Antônio Bezerra. Agora o abdômen está mais alto, mas dá para brincar um pouquinho", celebra.

No Fla

O jogador chegou a treinar no Flamengo em 1989, quando ainda era amador do Fortaleza. Ele recorda a convivência com uma geração talentosa da Gávea. "No time de juniores do Fla, estavam Marcelinho Carioca, Djalminha, Nélio, Rogério e o Júnior Baiano, com quem convivi por sete meses. O Flamengo queria me comprar, mas o Fortaleza pediu muito. Ao fim do empréstimo, voltei para o Leão", conta, sorridente, o eterno tricolor.fonte:DN Online/jardim das oliveiras blog

FOGUETE PÕE EM ÓRBITA SATÉLITE BRASILEIRO.


Um foguete Ariane-5 lançado do Centro Espacial Europeu de Kuru, na Guiana Francesa, colocou em órbita neste sábado um satélite brasileiro de telecomunicação, que dará cobertura ao Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador, e outro europeu, informou o consórcio aeroespacial Arianespace. A decolagem do foguete ocorreu às 19h05 (de Brasília), acrescentou o lançador, que alcançou 51 decolagens de sucesso com sua nave Ariane 5.

O lançamento estava previsto originalmente para ocorrer na sexta-feira, mas acabou sendo atrasado em 24 horas por conta de condições meteorológicas desfavoráveis. No interior do foguete estava o Star One C3, satélite brasileiro fabricado pela empresa americana Orbital Sciences.

Com uma massa de 3,2 toneladas, 16 repetidores de banda Ku e 28 de banda C, o satélite poderá oferecer cobertura de telecomunicações ao Brasil e a região andina - Colômbia, Peru, Bolívia e Equador - por mais de 16 anos. Além do novo satélite brasileiro, que substituirá o Brasilsat B3, a nave também levava o Eutelsat 21B, um satélite europeu de umas cinco toneladas de massa, fabricado pela Thales Alenia Space e com 40 repetidores de banda Ku.

Com uma capacidade maior do que a do brasileiro, o satélite europeu oferecerá serviços de transmissão de dados, vídeo e serviços governamentais na Europa, no norte da África, no Oriente Médio e na Ásia Central por 15 anos. O bem-sucedido lançamento do Ariane 5 foi o sexto e também o penúltimo do ano, concluiu a Arianespace.

 

fonte:TERRA/jardim das oliveiras blog

QUEIJO COALHO DE JAGUARIBE CONQUISTA MERCADO NACIONAL.





Produtores da região estão ganhando capacitação para investir mais ainda na produção
Jaguaribe. O alimento que se transformou em identidade de um povo conquistou não só o Estado, mas também o reconhecimento do País inteiro. Da prensa de madeira à industrialização, o queijo coalho do Jaguaribe aprimorou seu sabor inconfundível e encontra-se em momento de inovação. Os produtores estão ganhando capacitação para investir na variedade. Muitas histórias são contadas pelo povo jaguaribano, que cresceu vendo a arte da produção do queijo coalho dentro de casa. Do gado se tirava o principal sustento. Vendia a carne, o leite e com a sobra se produzia o queijo. Em pequenos quartos, o trabalho de transformar o leite em queijo saciava a fome de muitas famílias, principalmente, na época da seca.

VII Festival do Queijo surpreende pela variedade de produtos. Da tradição para a comercialização, hoje o mercado do queijo é crescente e precisa de novos investimentos fotos: ellen freitas

A cidade já foi a maior bacia leiteira do Estado do Ceará, o que deu visibilidade ao pequeno povo às margens do Rio Jaguaribe. Com o tempo, a falta de preparo dos criadores de gado leiteiro e as dificuldades, o município perdeu o posto para região do Sertão Central, ficando em segundo lugar. A fartura do leite não tinha tanta importância comercial como se tem hoje.

Da produção original sabe-se que o coalho natural era extraído do estômago de pequenos animais existentes no Nordeste, dai vem o nome queijo coalho. O conhecimento era passado de geração para geração. As grandes toras de queijo chegavam a pesar até 30kg e tinham um sabor e textura diferentes. Eram mais salgados para conservação durante longos períodos, ou mais duros, de onde se fazia a farinha do queijo. Com o tempo e a descoberta de novas formas de produzir, o queijo foi ganhando o aroma, sabor e textura que o tornou tão popular.

Ada Maria Diógenes cresceu vendo seu pai produzir queijo. Ela recorda as várias histórias da tradição do queijo em sua família. "Antigamente, no tempo do meu avô, se fazia queijo para comer, eles eram enormes e ficavam armazenados em caixões de farinha. Meu pai conta que eles eram fabricados no inverno para serem consumidos no verão ou na seca", conta. Ela relembra que, quando estudava na Capital, vendia o queijo produzido pelo pai para ter algum dinheiro. Hoje, a família possui dois laticínios que abastecem comércios de várias cidades. Fortaleza é um dos principais consumidores do queijo coalho do Jaguaribe.

A empresária acompanha todo o processo de fabricação para garantir a qualidade do produto. A queijaria emprega seis pessoas. Além do queijo tradicional, ela produz variedade, como os queijos temperados, mas em menos escala. Atualmente, a empresa está se adequando para produzir também bebidas lácteas, como iogurtes.

A fama do queijo de Jaguaribe se tornou tamanha que o produto, que é produzido artesanalmente a partir do leite cru, é vendido por encomenda para vários estados. Tem-se conhecimento que na terra do queijo minas há quem consuma a variedade típica do Nordeste. O baixo Jaguaribe conta com apoio técnico do Sebrae para desenvolver o mercado com mais qualidade. De acordo com a analista técnica responsável pelo setor, Elzileide de Sousa, os laticínios estão se adequando à legislação, principalmente para assegurar a venda do produto livremente por novos mercados.

Festival
"Estamos lutando para conseguir a legislação estadual para o queijo coalho da região, podendo depois ser vendido livremente como produto artesanal", explica. Uma das ações realizadas para fortalecer o setor é o Festival Regional do Queijo, que é realizado anualmente. A ocasião serve para troca de experiência e novos aprendizados. Na edição deste ano, que ocorreu nos últimos dias 6 e 7 de novembro, em Jaguaribe, houve estímulo para produção de derivados, como bebidas lácteas e outras variedades de queijo. O destaque do festival foi o concurso do melhor queijo da região, onde participaram 14 laticínios, principalmente de Jaguaribe. O vencedor leva o título de melhor queijo regional do ano, além de brindes. Este ano o vencedor veio do distrito de Feiticeiro, famoso pela renda Filé. Foi o produtor Raimundo Miranda. Ele possui um laticínio há mais de 14 anos, onde trabalha toda a família.

Demanda
Mesmo com dificuldades, principalmente pela escassez de chuvas, os laticínios do Jaguaribe e região continuam a atender a crescente demanda em todo o Estado. De acordo com levantamento feito pela Associação dos Produtores de Leite e Derivados do Jaguaribe (Queijaribe), o rebanho bovino conta com cerca de 49 mil cabeças, produzindo cerca de 35 mil litros de leite por dia. De toda a produção, 90% são destinados para os laticínios só do município, que contabilizam atualmente 150 produtores de queijo coalho e derivados.

Produtores participam de feira internacional
Jaguaribe. A terra do queijo coalho tem nas suas raízes a explicação que lhe tornou famosa. Mesmo com essa identidade, cada produto ganha uma particularidade, dependendo do seu produtor. Recentemente, saiu desta cidade o vencedor do concurso de melhor queijo do Nordeste - o produtor José Flávio -, e de uns tempos pra cá se teve notícia de que um morador da comunidade de Brum, interior deste município, ousou em levar a tal iguaria ao paladar italiano.

José Flávio Pinheiro Diógenes, da cidade de Jaguaribe, foi agraciado com o prêmio de melhor queijo coalho do Nordeste neste ano

Todos são queijos coalho de Jaguaribe, mas nenhum é igual a outro. Cada produtor aprendeu os segredos vindos de seus pais, que então aprenderam com os pais deles. A sabedoria que foi passada de gerações conta com o apoio da ciência e da tecnologia para manter um novo padrão de qualidade. Muitas queijeiras se industrializaram e são chamadas de laticínios, com foco na conquista de novos mercados com a produção em larga escala. Outras preferem continuar em suas fabriquetas, dentro ou ao lado de suas casas, fazendo o queijo que conquistou paladares pela sua simplicidade.

Uma dessas histórias pode ser contada na comunidade do Brum, localizada a 35Km do Centro da cidade. Lá o produtor Francisco Nogueira Neto, popularmente conhecido como Neto do Brum, teve a ousadia para levar o queijo coalho do Jaguaribe para terras europeias, no evento mundial em Turim, na Itália.

De 25 a 29 de outubro ele, juntamente com mais três produtores de queijo de outros estados, representou o Nordeste e o País na maior feira de gastronomia do planeta, que reuniu milhares de pequenos produtores em um evento único, o Salone del Gusto, o Terra Madre, em Turim, na Itália. À convite da Slow Food, uma associação internacional sem fins lucrativos criada em 1989, que segue o conceito de ecogastronomia, ele foi participar do evento neste ano.

"Eu viajei para Itália com cinco peças de queijo dentro da mala e lá tive a liberdade de expor para degustação. Esse queijo foi apreciado pelo melhor degustador de queijo do mundo e ainda fiz um queijinho na chapa", conta o produtor.

Segundo ele, a experiência serviu de exemplo para todo o planeta, mostrando que a agricultura familiar é o caminho e precisa ser valorizada pelo poder público.

Família
Neto convive com o queijo desde pequeno. Ele e os irmãos viram dentro de casa a fabricação do alimento. Já adulto, sentiu a necessidade de conhecer mais seu produto, então passou a fazer cursos sobre leite e derivados. Hoje ele presta assistência a sete produtores de leite na sua comunidade, também comprando destes a matéria-prima para a fabricação do produto. "Para fazer um bom queijo é preciso de um leite à altura, então o sucesso do nosso produto é de todos". Em maio de 2008, Neto ganhou o concurso de melhor queijo coalho artesanal no Festival de Leite (FestLeite), em Quixeramobim.

Conquista
Além do destaque na mesa do consumidor, o coalho do Jaguaribe se destaca nos concursos em várias regiões. Atualmente, ganhou o prêmio de melhor queijo do Nordeste, no X Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (X Enel), realizado no fim do mês de outubro, na cidade de Imperatriz, no Maranhão, que reuniu produtores de todos os estados do Nordeste.

Segundo José Flávio, a boa qualidade de matéria-prima, o uso de novas tecnologias e a capacitação para melhorar a forma de produzir são os segredos para fazer um queijo de qualidade para apreciadores exigentes.

Juntamente com os demais produtores, Zé Flávio, como é conhecido, participa de capacitações para produzir novos gêneros, atendendo à crescente demanda.fonte::diario do nordeste/jardim das oliveiras blog

CONTAS SÃO ANALISADAS COM ATRASO.



Operações para evitar desmonte esbarram em um problema maior: a morosidade na análise de prestações de contas
O sucateamento das prefeituras é um problema que, historicamente, vem causando prejuízos à administração pública. Nos meses que antecedem a substituição de prefeitos, órgãos de fiscalização têm realizado operações no sentido de evitar desmontes. A ação, no entanto, é pontual e acaba esbarrando em um problema maior: a morosidade na análise das contas dos prefeitos e secretários. Para se ter uma ideia, os últimos pareceres sobre Contas de Governo dos três maiores municípios do Ceará são do exercício de 2007.

O presidente do TCM, Manoel Veras, reconhece que há atraso na análise das contas, mas garante que tem avançado para dar maior agilidade FOTO: ALEX COSTA

Além das Contas de Governo, que são aquelas sob a responsabilidade dos prefeitos, existem atrasos também no julgamento das Contas de Gestão, que são enviadas pelos secretários e gestores de órgãos municipais. O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Manoel Veras, reconhece que o atraso nos julgamentos das contas ainda persiste no Ceará, mas argumenta que não é um problema exclusivo do Estado.

Segundo ele, houve aceleramento na apreciação das contas e, com a digitalização dos processos, a situação deve melhorar. Porém, alega, quando assumiu a Gestão do TCM, havia um estoque muito grande de processos a serem analisados pela Corte.

Anualmente, no mês de janeiro, os gestores encaminham sua prestação de contas do ano anterior para a câmara municipal. A documentação fica, durante 60 dias, disponível para consulta pública e, em seguida é encaminhada ao TCM. A Corte, então, analisa os documentos e emite um parecer recomendando a aprovação ou a desaprovação das contas, cabendo ao Legislativo julgá-las. Porém, diante dos atrasos do Tribunal, a maioria dos prefeitos cearenses têm deixado o mandato sem que todas as suas contas sejam julgadas.

O Diário do Nordeste consultou, no portal da transparência do TCM, a situação dos processos de análise de contas referentes aos cinco maiores municípios do Ceará para ter noção dos atrasos. Nos três maiores, respectivamente Fortaleza, Caucaia e Juazeiro do Norte, as últimas prestações de Contas de Governo com parecer da Corte são referentes ao exercício de 2007.

Julgadas
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, deixa este ano o seu mandato. Embora esteja no oitavo ano como chefe do Executivo da Capital, só teve as Contas de Governo dos três primeiros exercícios julgadas. Em Caucaia, a situação não é muito diferente. Quando o atual prefeito Washington Góis assumiu a Prefeitura, em 2009, Contas de Governo de sua antecessora, Inês Arruda, ainda não haviam sido analisadas pelo Tribunal. Neste ano, ele foi reeleito, mas, ao final do seu primeiro mandato, ainda não teve nenhuma de suas Contas de Governo apreciadas.

Em Juazeiro, nenhuma conta de Governo do atual prefeito, Manoel Santana, foi apreciada durante todo o mandato que exerceu. Os últimos pareceres referentes ao Município são do exercício de 2007, quando Rai-mundão era o prefeito da cidade. No próximo ano, ele retoma o posto na Prefeitura, mas não teve ainda suas contas de 2008 analisadas.

Maracanaú e Sobral são, respectivamente, a quarta e a quinta maiores cidades cearenses em população. O último parecer do TCM sobre as Contas de Governo de Maracanaú são referentes ao exercício de 2008, tendo sido recomendada, pela Corte, a aprovação das contas pela câmara municipal em setembro deste ano. Enquanto isso, Sobral teve as Contas de Gestão de 2009 apreciadas pelo TCM.

O presidente do Tribunal, Manoel Veras, afirma que as ações da Corte tem procurado garantir uma fiscalização mais efetiva nos municípios cearenses. "Estamos aumentando o número de julgados, mas o problema é que o estoque era muito grande e ainda existem problemas de atraso. É um problema do País todo. Só vamos conseguir atingir esse patamar de agilidade maior com a implantação do sistema para tratar os processos eletronicamente. Isso vai começar no próximo ano", explica.

Manoel Veras reconhece que a permanência do problema de atraso no julgamento de contas causa prejuízo tanto para o patrimônio público, quando o prefeito é um mau gestor, quanto para os prefeitos idôneos, que demoram até conseguir provar sua honestidade. "O atraso causa dois tipos de problemas. O mau gestor, se tivesse sua conta julgada rapidamente, teria uma punição mais rápida. E a outra é sobre aquele que está acusado e é bom gestor, mas a demora dificulta que ele se isente. Realmente, isso é uma coisa negativa, mas estamos procurando resolver", declara o presidente do TCM.

Além dessa fiscalização sistemática, os órgãos de controle desenvolvem algumas ações pontuais com o objetivo de evitar prejuízos ao erário. No período compreendido entre o resultado do pleito e a posse dos eleitos, por exemplo, o TCM e o Ministério Público Estadual realizam operações para evitar o desmonte em prefeituras. Isso porque alguns prefeitos que perdem a eleição costumam demitir terceirizados, doar equipamentos públicos e até mesmo fazer saques dos cofres municipais sem comprovar despesas. O problema é tão grave que já chegou, inclusive, a ser alvo de CPI na Assembleia Legislativa.

Operação
Neste ano, pelo menos 142 municípios cearenses elegeram novos prefeitos, o que chama atenção dos órgãos de fiscalização e controle. Para evitar grandes prejuízos às prefeituras, o TCM e o Ministério Público Estadual organizaram uma operação especial para apurar as denúncias recebidas. A ação foi iniciada pelas cidades de Coreaú, Jucás, Barroquinha, Ibiapina, Antonina do Norte e Granja.

Conforme Manoel Veras, as irregularidades denunciadas nas operações deste ano têm dimensão menor do que aquela deflagrada após o pleito de 2008. "Foram denunciados 25 municípios e, até agora, fiscalizamos 15 porque as denúncias dos demais não tinham muita consistência. Não houve elementos suficientes, e nós precisamos priorizar as cidades", diz.

O presidente do TCM lembra ainda que, para evitar o problema de desmonte, a Corte tem realizado reuniões com os novos prefeitos para orientá-los e conta com a ajuda da população e do Ministério Público. "O Tribunal também está investigando incisivamente todos os municípios cearenses. O mais importante nesse trabalho é a participação do cidadão. Que ele procure se colocar como alguém que está ali com o direito de investigar a execução do gasto público. Os olhos do cidadão são mais velozes que os nossos porque ele está lá", explica.

Manoel Veras reconhece que o TCM não tem conseguido coibir todos os abusos, mas lembra que houve avanços significativos na fiscalização das gestões: "Os abusos têm diminuído. Temos dado maior visibilidade. A questão do desmonte hoje é menor, e o número de reclamações e denúncias também diminuiu".

Apesar da importância dessa operação para evitar o sucateamento das prefeituras pelo gestor que está deixando o cargo, a efetividade real dessas fiscalizações pode ser questionada diante das falhas na fiscalização sistemática. Isso porque, embora a presença dos órgãos de controle nos últimos meses do mandato dificulte o ocorrência de irregularidades, as ações dos gestores durante os anos anteriores ficam sem uma apuração, de fato.

Dos seis municípios citados como os pioneiros da operação, as Contas de Governo mais recentes que tiveram parecer datam de 2009: Coreaú, Barroquinha e Ibiapina. As de Antonina do Norte e Granja são do exercício de 2008 e as de Jucás, de 2007.

SAIBA MAIS
Contas de governo
As Contas de Governo são de responsabilidade do prefeito. Quando analisadas pelo TCM, é verificado o cumprimento da aplicação dos percentuais constitucionais, como por exemplo os valores que obrigatoriamente têm que ser investidos em educação e saúde. O Tribunal emite apenas o parecer, cabendo o julgamento das contas de governo ao Legislativo.

Contas de gestão
As Contas de Gestão são, geralmente, aquelas sob a responsabilidade dos secretários e dos dirigentes de órgãos e instituições municipais. Estas contas são julgadas pelo próprio TCM e são nelas que podem ser encontradas irregularidades e ilegalidades, uma vez que alcançam as contas prestadas pelos administradores dos recursos públicos, que são os secretários.
fonte:DN online/jardim das oliveiras blog