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sexta-feira, 10 de julho de 2015

A SANTA MISSA DESTE DOMINGO DIA 12 DE JULHO DE 2015.

 São João Gualberto, tornou-se pai dos monges e modelo
Com muita alegria nos deparamos com a santidade de vida de São João Gualberto, que pertenceu a uma nobre família de Florença, a qual muito bem o educou na cultura, porém, deixou falhas no essencial, ou seja, na vida religiosa. Por isso, facilmente, ele foi se entregando às liberdades perigosas e às vaidades do mundo.
Aconteceu que, com o assassinato do seu irmão, João Gualberto – como o pai – revoltou-se a ponto de jurar o causador de morte; mas um certo dia, numa estreita estrada, Gualberto encontrou-se com o assassino desarmado, por isso arrancou sua espada para vingar o irmão, quando de repente a súplica: “Por amor de Jesus que neste dia morreu por nós, tem piedade de mim, não me mates!”.
Era uma Sexta-feira Santa, e assim, tocado pela misericórdia de Deus, João Gualberto não só acolheu o malvado com seu perdão, mas também ao entrar numa igreja, recebeu aos pés do Crucificado a graça do perdão e a vida nova.
No processo de conversão de São João Gualberto, Deus o encaminhou à vida religiosa, à vida eremítica e depois à fundação de uma nova Ordem, chamada de Vallombrosa, na qual São João Gualberto tornou-se pai do monges e modelo, já que, antes de entrar na Vida Eterna em 1073, com 73 anos partilhou para os irmãos: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”.
São João Gualberto, rogai por nós!


12.07.2015
15º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO B
VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Evangelizar: uma exigência para o mensageiro" __
EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE
APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.
Ambientação:
Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A evangelização é caracterizada por Jesus, como uma atividade dinâmica pelo gesto do envio e pelas instruções de como os evangelizadores devem comportar-se no anuncio do Evangelho. O anuncio evangelizador dos discípulos é acolhido por quem está unido a Cristo e tem o Espírito de Deus. O perfil do evangelizador, segundo Jesus, tem o Evangelho como a única riqueza. Portanto, se o Evangelho é a única riqueza, então o evangelizador relativiza o que é esnobe e prioriza a simplicidade, a sobriedade e o desinteresse financeiro. Iniciemos nossa celebração, pedindo a benção de Deus sobre todos os profetas e evangelizadores de nossos dias que, em todas as partes do mundo, testemunham o Evangelho com palavras e atitudes.
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Celebramos neste domingo o envio dos discípulos por Cristo para anunciar o Reino de amor, expulsar os demônios e curar os doentes. Essa missão hoje é colocada em nossas mãos, que vivemos num mundo em dificuldade de crer e amar, sendo, por isso mesmo, refém do mal e das enfermidades.
INTRODUÇÃO DO WEBMASTERO Pai nos chama e nos confia uma missão a ser desempenhada ao estilo de Jesus, que veio para curar, consolar, libertar, destruindo tudo o que oprime e escraviza e abrindo possibilidades de vida feliz e abundante. Participando da celebração, Ele nos consagra como enviados, entregando-nos seu Espírito, e nos fortalece para que nunca percamos o entusiasmo e a alegria em nossa missão. Somos convidados a indagar-nos: como nos posicionamos diante do chamamento que Deus nos faz? Nosso compromisso é a resposta. A Igreja pode renovar o movimento dos discípulos de Jesus, que acataram o mandamento do Amor e levaram-no ao mundo inteiro. Procuremos atuar em nossa Igreja como São Paulo com o mesmo ardor que marcou a evangelização da primeira hora..
Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente a liturgia de hoje!


Antífona de entrada:
Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).
Oração do dia
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Comentário das Leituras: Deus atua no mundo através dos homens e mulheres que Ele chama e envia como testemunhas do seu projeto de salvação. Esses “enviados” devem ter como grande prioridade a fidelidade ao projeto de Deus e não a defesa dos seus próprios interesses ou privilégios. Desde os santos patriarcas e profetas até Jesus Cristo, a missão exige despojamento e determinação. Escutemos o apelo de Deus por meio das leituras de hoje.
Primeira Leitura (Amós 7,12-15)
Leitura da Profecia de Amós.
7 12 Amasias disse a Amós: “Vai-te daqui, vidente, vai para a terra de Judá e ganha lá o teu pão, profetizando.
13 Mas não continues a profetizar em Betel, porque aqui é o santuário do rei, uma residência real”.
14 Amós respondeu a Amasias: “Eu não sou profeta nem filho de profeta. Sou pastor e cultivador de sicômoros.
15 O Senhor tomou-me de detrás do meu rebanho e disse-me: ‘Vai e profetiza contra o meu povo de Israel’”.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.
Salmo responsorial 84/85
Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade
e a vossa salvação nos concedei!

Quero ouvir o que o Senhor irá falar:
é a paz que ele vai anunciar.
Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

A verdade e o amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
da terra brotará a fidelidade,
e a justiça olhará dos altos céus.

O Senhor nos dará tudo o que é bom,
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
a justiça andará na sua frente
e salvação há de seguir os passos seus.
Segunda Leitura (Efésios 1,3-14 ou 3-10)
Leitura da carta de São Paulo aos Efésios.
1 3 Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,
4 e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.
5 No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,
6 para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.
7 Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça
8 que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.
9 Ele nos manifestou o misterioso desígnio de sua vontade, que em sua benevolência formara desde sempre,
10 para realizá-lo na plenitude dos tempos - desígnio de reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra.
11 Nele é que fomos escolhidos, predestinados segundo o desígnio daquele que tudo realiza por um ato deliberado de sua vontade,
12 para servirmos à celebração de sua glória, nós que desde o começo voltamos nossas esperanças para Cristo.
13 Nele também vós, depois de terdes ouvido a palavra da verdade, o Evangelho de vossa salvação no qual tendes crido, fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido,
14 que é o penhor da nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para o louvor da sua glória.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o Espírito; conheçamos, assim, a esperança à qual nos chamou como herança (Ef 1,17s).

EVANGELHO (Marcos 6,7-13)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
6 7 Então, Jesus chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.
8 Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto;
9 como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas.
10 E disse-lhes: “Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali.
11 Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra ele”.
12 Eles partiram e pregaram a penitência.
13 Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!
HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)
Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).
Depois da comunhão
Alimentados pela vossa eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.
FORMAÇÃO LITÚRGICA
“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda esta por vir!”
Qual é a atitude do verdadeiro cristão?
Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html
Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?
Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.
Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!
LEITURAS DA SEMANA DE 06 A 12 DE JULHO DE 2015:
2ª Br - Ex 1,8-14.22; Sl 132; Mt 10,34-11,1
3ª Br - Ex. 2,1-15a; Sl 68; Mt 11,20-24
4ª Br - Ex 3,1-6.9-12; Sl 102; Mt 11,25-27
5ª Vd - Zc 2,14-17; Sl Lc 1,46-55; Mt 12,46-50
6ª Vd - Ex 11,10-12,14; Sl 115; Mt 12,1-8
Sb Vd - Ex 12,37-42; Sl 135; Mt 12,14-21
Dom. Vd - 16º DTC: Jr 23,1-6; Sl 22(23); Ef 2,13-18 ; Mc 6,30-34 (Urgência da missão)
Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. A LIBERDADE DO DISCÍPULO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Li dia desses, em uma mensagem que alguém me enviou, a história de alguns jovens que se aventuraram em escalar uma alta montanha onde a caminhada seria extremamente difícil e cansativa, um deles, preparou seus apetrechos, no que foi censurado pelo outro, que tinha maior experiência, mas teimosamente insistiu em levar tudo o que julgara necessário, em sua caminhada até o cume. Não é preciso dizer que na metade do caminho, ele teve que desfazer-se de algumas coisas e se em outra parada, não descartasse mais da metade dos objetos que levava na mochila, não conseguiria chegar.
Tivemos em Votorantim um grande escritor chamado João Kruguer, cuja memória está preservada em nosso museu, ele tinha uma máxima que sempre norteou sua vida “Somente o necessário é necessário”. Esse pensamento por si só, desmonta a estrutura do consumismo, que vai esvaziando o homem nos dias de hoje, de valores importantes, convencendo-o de que a felicidade está reservada aos que podem consumir. Por aí dá para perceber como o ensinamento do santo evangelho é atual e sempre o será.
Quem quiser ser discípulo e missionário do Senhor, como nos ensina a igreja a partir do Documento de Aparecida, certamente não poderá colocar sua segurança nos bens de consumo que o mundo globalizante nos oferece. Simplesmente porque aquilo que ele anuncia, é revolucionário e milhões de vezes mais valioso e do que qualquer outro valor que o pós-modernidade pode oferecer.
Na minha infância lembro-me do Sêo João, que vendia deliciosas cocadas com seu carrinho verde, que quando passava pela saudosa vila Albertina, era uma tentação para as crianças e um martírio para os pais, entretanto, um dia, o vi comprando doces no armazém do Sêo Alexandre dando-me a impressão de que ele mesmo não botava muita fé na qualidade dos doces caseiros que fabricava. Assim também, os missionários enviados por Cristo podem correr o risco de colocarem sua segurança em outros valores senão aqueles do evangelho que anunciam e nesse caso, a mensagem não teria crédito junto aos ouvintes. É está a preocupação de Jesus, que o missionário evangelizador, portador da maior de todas as riquezas, que é o evangelho, não se apegue a outros bens, valorizando-os muito mais do que o anúncio que fazem.
Por isso, como dizia o nosso escritor João Kruguer, tio do Padre Inácio, só se deve levar o necessário, um cajado, uma sandália e uma só túnica. O pão não lhe faltará pois a quem dá o verdadeiro alimento, nunca perecerá por falta alimento material, quanto a sacola, esta serve para acumular coisas, e hoje em dia, as de plástico são uma ameaça ao meio ambiente, dinheiro na cintura significa poder, mas o coração das pessoas nunca está a venda, pregador que “compra” seus ouvintes com outros recursos, ficará um dia falando sozinho. A casa oferece abrigo seguro, a amizade e o carinho das pessoas que nos acolhem, conforto e alimentação, entretanto, isso não poderá deter o discípulo de seguir seu caminho, mas também não deve ele sentir-se preso as pessoas afetivamente, a ponto de não lhes dizer a verdade que precisa ser anunciada, para o missionário não é a amizade das pessoas ou o que elas oferecem, que é o mais importante, mas sim aquilo que eles anunciam.
Por outro lado, a história de se bater a poeira dos pés, como testemunho contra os que não acolheram o discípulo e nem aceitaram ouvir a Boa Nova, me faz lembrar mais uma vez do marketing dos produtos que nos são oferecidos, uma vez me desgostei com uma determinada seguradora de veículos, que agiu de má fé na prestação de seus serviços, lembro-me que na empresa onde trabalho, certo dia essa seguradora foi fazer sua propaganda entregando adesivos na hora da saída, que eu educadamente recusei, como é que vou aceitar uma propaganda de uma empresa que me decepcionou?
Há pessoas que nesta vida recusam acolher o evangelizador porque não aceitam a palavra de Deus, mas depois procuram a igreja nas horas de aperto, para receberem algum sacramento, ou pedirem oração, é muito estranho que, não tendo nenhum vínculo, e tendo recusado a Palavra libertadora e vivificadora, ainda pensem que a Igreja tenha que lhes dar algo, quando precisam. Jesus é muito claro quanto a isso: nenhum vínculo deve haver entre essas pessoas e o evangelho, deve o evangelizador respeitar o direito que as pessoas têm, de recusar a Palavra, e que não haja da parte desses, nenhuma insistência, mas que se rompa totalmente, isso é, bater o pé, nenhuma poeirinha deve ficar, o Reino de Deus e o anúncio do evangelho, a gente aceita por inteiro, é tudo ou nada!
Muita gente quer um cristianismo fragmentado, aceitando-se apenas aquilo que lhe convém. E no versículo final algo que chama a nossa atenção, os doze partiram em missão, evangelizar, portanto, é missão de toda igreja, e a conversão é a primeira abertura à palavra de Deus, quem não aceitar esse cristianismo radical que requer uma mudança de vida, nunca terá forças para expulsar de sua vida as forças demoníacas que se opõe aos princípios cristãos, permanecerá na doença do pecado, recusando a santa unção do Espírito Santo, porque no fundo não crê na cura da Salvação que Jesus oferece. (15º. Domingo do Tempo Comum – Mc 6, 7-13)
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  cruzsm@uol.com.br
2. A disponibilidade para a missão
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Pe. Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho)
O tema central da liturgia deste domingo é a missão. No evangelho, Jesus, pela primeira vez, envia os Doze em missão; o trecho do livro de Amós fala da resistência que o profeta enfrenta no seu ministério junto ao santuário de Betel. Quando do chamado dos Doze sobre o monte (Mc 3,13-19), o autor do evangelho já informou ao ouvinte e ao leitor que a vocação dos discípulos tem duplo aspecto: união a Jesus e disponibilidade para serem enviados em missão. O texto do evangelho de hoje é o relato do envio em missão dos Doze. A iniciativa de enviá-los é de Jesus. Em todo o Antigo Testamento não encontramos episódio comparável a este. Não há nenhuma notícia de que, por exemplo, um profeta tenha escolhido um grupo de discípulos para enviá-los em missão. A pregação deles, como a de Jesus (cf. Mc 1,15) e a de João Batista (cf. Mc 1,4), é um apelo à conversão. Há uma longa tradição bíblica que perpassa, de algum modo, todos os textos da Escritura que interpelam o povo a uma profunda e verdadeira conversão, condição para viver fielmente a Aliança e reconhecer o tempo da visita salvífica de Deus em Jesus Cristo. Sem conversão, sem um coração aberto, não é possível receber como Boa-Notícia a mensagem do evangelho, tampouco os frutos da graça que Deus nos concede por meio de Jesus Cristo. O poder que eles recebem é o poder do Senhor (cf. Mc 1,21-28); poder de fazer o bem, de amar as pessoas que irão encontrar pelo caminho. Nas recomendações para a missão estão as exigências que associam os discípulos a Jesus e os identificam com ele: para a missão devem levar somente o estritamente necessário para não impedir a mobilidade e a disponibilidade: cajado e sandálias, instrumentos de viagem (cf. Ex 12,11); é necessário desapego, pois a confiança não pode estar nos meios, mas no próprio Senhor que os envia. O desapego total é fundamental, pois uma pessoa apegada aos próprios interesses não pode ser testemunha e mensageira do amor de Deus. Dito de outra maneira, as pessoas devem ver realizado nos discípulos o que eles anunciam. O relato tem um forte apelo eclesial: a missão da Igreja está fundamentada num mandato do Senhor. A missão não é feita somente de êxitos; é preciso contar com o fracasso e a rejeição. Desde a época profética, os mensageiros de Deus não eram bem acolhidos, como foi o caso de Amós, no santuário de Betel. Seja como for, a alegria, a confiança em Deus, o amor às pessoas devem sustentar a vida do missionário.
ORAÇÃO
Pai, ajuda-me a superar toda tentação de acomodar-me, pois, como apóstolo do teu Reino, tenho de estar, continuamente, a caminho.
3. SERVIDORES DO REINO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://www.domtotal.com/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php).
As instruções dadas por Jesus aos apóstolos enviados em missão visavam ajudá-los a não perder de vista a perspectiva de serviço ao Reino. O sucesso poderia fazê-los esquecer sua condição de servidores e levá-los a cair na tentação de recrutar discípulos para si mesmos. O insucesso poderia desanimá-los e levá-los a abandonar a tarefa recebida. Tanto numa quanto na outra situação, o apóstolo deve manter-se no caminho pelo qual enveredou.
A orientação para missionar na pobreza visava evitar, por parte dos apóstolos, qualquer espécie de exibição de poder, que atraísse multidões por motivos alheios ao Reino. E, pior ainda, que inculcasse nelas o ideal de acumular bens, despertando, em seus corações, falsas esperanças. A própria pobreza material dos apóstolos já seria um instrumento de evangelização. Indicava uma dependência radical a Deus. Tornava-se apelo para a partilha, por parte dos ouvintes. Enfim, permitia aos apóstolos pregar com toda liberdade, pois nada tinham a perder.
Eles foram orientados também sobre como comportar-se no fracasso. Na medida em que tinham consciência de terem sido fiéis no cumprimento da missão, caso os ouvintes não dessem ouvido às suas palavras, só lhes restaria seguir adiante. A rejeição não era um sinal de que a missão tivesse chegado ao fim. Restava-lhes o mundo todo para evangelizar.
Oração
Senhor Jesus, que eu saiba, na condição de servidor do Reino, deixar-me guiar por ti.FONTE:NPD BRASIL/TN

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