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quinta-feira, 7 de maio de 2015

COBRADORA NÃO ENTREGA TROCO E É AGREDIDA POR PASSAGEIRA NO ACRE.


'Pegou no meu cabelo e me jogou no chão', diz cobradora.
Passageira contesta e diz que agiu em legítima defesa.

Do G1 AC 
Cobradora foi agredida com arranhões, puxões de cabelo e tapas (Foto: Erica da Costa/Arquivo Pessoal)Cobradora foi agredida com arranhões, puxões
de cabelo e tapas (Foto: Erica da Costa/Arquivo Pessoal)
Com marcas de arranhões pelo rosto e pescoço a cobradora de ônibus Erica da Costa Carvalho, de 20 anos, chegou à Delegacia de Flagrantes, nesta quinta-feira (7), após ter sido agredida pela passageira Vera Lúcia de Oliveira, de 34 anos, dentro do Terminal Urbano. Segundo Érica, a falta de troco teria motivado a agressão. Ao G1, Vera Lúcia afirma que agiu em legítima defesa.

"Sempre digo quando não tenho o troco. Quando chegou a vez dessa senhora, ela me perguntou o que ela iria fazer. Eu disse que não tinha o dinheiro e que ela poderia passar em outra roleta. Aí ela veio falando que já tinha passado a filha e a mãe, que não queria saber e queria os 10 centavos de volta. Ela disse que não ia sair de lá sem o troco e não deixou ninguém passar. A fila estava enorme", relatou Erica que afirma ter sido agredido a socos e puxões de cabelo.

 'O que fiz foi jogar o sorvete nela', diz passageiraAinda de acordo com a cobradora, Vera ficou parada no local sem deixar ninguém passar. Após alguns minutos de discussão, Vera Lucia jogou um sorvete no rosto da cobradora e passou a agredi-la fisicamente. "Eu fiquei calada, não falei mais nada. Ela ficou me encarando e jogou o sorvete na minha cara. Depois pegou no meu cabelo e me jogou no chão, fiquei com o rosto e braços arranhados", lamentou.

Erica desabafa que em dez meses trabalhando como cobradora já foi agredida verbalmente por não ter o troco, mas essa foi a primeira vez que sofreu agressões físicas. Na manhã desta quinta-feira (7), a cobradora foi até o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. "É muito constrangedor porque a culpa não é nossa de não ter troco. Às vezes tem, outras não. Alguns passageiros entendem, mas outros acham que nós não queremos dar o troco", disse.
Procurada pelo G1,  Vera Lucia afirma que a cobradora agiu de forma grosseira e se recusou a entregar o troco.
"Eu simplesmente estava querendo algo que era meu. Se o funcionário é orientado a não dar o troco, o problema não é meu. Paguei as passagens das minhas duas filhas e da minha mãe e não recebi o troco. A cobradora disse que se eu quisesse, que me virasse e ainda me chamou de mesquinha.
Ela explicou que faltou 40 centavos, já que ela pagou quatro passagens. "Ela me derrubou no chão, não agredi. O que fiz foi jogar o sorvete nela. Agi em legítima defesa", finaliza.

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