Uma decisão já está tomada. O candidato para suceder Cid Gomes sairá dos quadros do partido do GovernoO PSB de Cid Gomes, independentemente de uma candidatura ou não do governador pernambucano, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, à sucessão de Dilma Rousseff,
O nome do ungido, ninguém ousa falar, mas como só existiam dois pretendentes: Leônidas Cristino e Mauro Filho, e Leônidas já está escalado para ser um dos seis prováveis deputados federais da agremiação, Mauro é o nome para liderar o acordo e disputar a sucessão de Cid Gomes.
Todos os entendimentos direcionados para a formação do trio: governador, vice e senador, para disputar o pleito de outubro do ano vindouro, se dão sem a indicação de nomes para os respectivos cargos. A manutenção da aliança nascida em 2006, e agora ampliada com a participação do DEM, de Moroni Torgan, está sendo trabalhada no sentido de entregar ao governador o comando da sua própria sucessão e ajustar as coligações proporcionais, no sentido de eleger o maior número possível de correligionários, tanto para a Assembleia quanto para a Câmara Federal.
Adequação
O governador, em 2014, só chancelaria o acordo ou, se dificuldade mais aguda houver na sua formatação, entrará nas negociações para, como uma última instância, demover os obstáculos sem alterar o projeto arquitetado para eleger o sucessor saído do seu próprio partido.
Hoje, Ciro Gomes conduz essa estratégia de adequação das forças políticas aliadas, tendo o deputado José Albuquerque como operador. Não será uma tarefa de fácil conclusão. O senador Eunício Oliveira, controlador do PMDB, e atualmente empenhado em construir sua candidatura ao Governo, por certo será estimulado pelos liderados peemedebistas a reagir.
Cid, pelo compromisso de só tratar de eleição no próximo ano, neste momento tem evitado conversar com os políticos a ele ligados, até sobre filiações partidárias, cujo prazo se expira no dia 4 de outubro, para todos quantos queiram disputar um mandato em 2014. O governador quer evitar compromissos sobre candidaturas e complicações com dirigentes de agremiações amigas. São muitos os políticos, hoje, interessados em disputar um mandato, no próximo pleito, por uma agremiação controlada pelo Governo.
Nesta semana, a assessoria política do governador concluirá todos os entendimentos para acomodar, deputados, prefeitos e outros políticos interessados em filiarem-se nas agremiações comprometidas em votar nos candidatos majoritários apontados por Cid. Os já detentores de mandatos legislativos, por conta da Lei da Fidelidade partidária, só devem se filiar a um partido novo, sob pena de sofrerem ameaças ou propriamente a perda dos respectivos mandatos. Para esses, o esquema governamental está apostando em duas siglas em formação: Solidariedade e Pros.
Comando
O deputado federal Paulinho da Força, responsável pela estruturação do partido a ser chamado de Solidariedade, já se comprometeu em entregar o comando da nova agremiação, tão logo seja oficializada, ainda neste mês, para o governador indicar os primeiros filiados, incluindo alguém com chances de conquistar um mandato de deputado federal. E nos próximos dias, Cid também receberá Eurípedes Júnior, responsável pela criação do Partido Republicano da Ordem Social - Pros, trazendo idêntica proposta.
Todos esses partidos, e os menos expressivos, só se interessam em eleger deputados federais em razão dos benefícios proporcionados na parte relativa a tempo de rádio e televisão, além de recursos do Fundo Partidário, ambos condicionados à composição das suas bancadas na Câmara Federal. O tempo para a propaganda eleitoral e os recursos do Fundo são bens extremamente valiosos para o efetivo funcionamento de suas estruturas cartorárias e de troca nas composições a se concretizarem nas eleições seguintes.
Apesar do desconforto no PSB, em razão de uma possível candidatura presidencial de Eduardo Campos contra Dilma, a preferida de Cid, ninguém ligado ao governador sairá do PSB. Nas novas siglas serão amparados deputados estaduais e prefeitos, hoje nos quadros do PMDB, PRB, PSDB, PRP, PSL e outros.
Chances
No caso específico do vice-governador Domingos Filho, hoje filiado ao PMDB, também pretenso candidato ao Governo do Estado, só para o fim do mês ele anunciará o novo partido. Pessoalmente, gostaria de ingressar no PSB, mas o PSD deverá ser mesmo o seu ancoradouro.
Em ambos, sentir-se-á em casa e com as mesmas chances de concretizar o seu objetivo, postular o Governo. Porém, dúvida maior é a decisão de sair só ou com alguns prefeitos. Na primeira hipótese, nem sua mulher, Patrícia Aguiar, prefeita de Tauá, o acompanharia. Na segunda, ela e alguns outros prefeitos, hoje no PMDB, ligados a ele, há algum tempo, se filiarão ao partido pelo qual optar.
Cid apoiará qualquer decisão tomada pelo vice-governador, em se tratando de filiação partidária, inclusive a de ficar no PMDB, onde, na verdade, não há mais espaço para sua militância. Domingos, por não ser obstáculo para qualquer estratégia política do governador, até em relação à sucessão estadual, será uma importante peça para consolidar o projeto ora arquitetado pelo esquema governamental. Até a próxima semana, porém, após uma nova conversa específica com o governador e as despedidas do PMDB, ele formalizará seu ingresso à nova sigla.
Secretarias de Estado sem os titulares
A
A segurança, um dos pontos mais vulneráveis do atual Governo, reclamava a substituição do secretário casada com o nome do novo titular, notadamente neste momento em que boa parte da população experimenta uma grande sensação de insegurança, e os números de ocorrências policiais realmente estão alarmantes em todo o Estado.
Oficialmente, o secretário Francisco Bezerra, como todos os outros anunciados pelo governador na última sexta-feira, ainda não foram exonerados. Mas em tendo anunciado a saída deles, todos estão inviabilizados para a tomada de qualquer medida urgente que venha a ser reclamada, inclusive, se for o caso, alguma relacionada à ordem pública. Todo o País estava atento para os movimentos programados para o 7 de Setembro e o Estado ficar sem o secretário de Segurança, exatamente nesse dia, não era o que se esperava.
Atos
É certo que em todas as secretarias estaduais existem o reserva do titular. Ora, esse elemento, no caso da Segurança, por certo também está fragilizado e, consequentemente, sem a força necessária tanto para comandar a tropa como para inspirar confiança na população refém da insegurança, mesmo que sua passagem pelo cargo seja meteórica.
O Diário Oficial do Estado que tem sua regularidade de circulação, no fim de cada dia útil, na sexta-feira não circulou. Os servidores responsáveis pela sua produção foram dispensados no início da noite e portanto, só na segunda-feira os atos do governador serão publicados, podendo então virem juntos os de exonerações e nomeações dos novos titulares das pastas cujos titulares deixam o Governo.
A não indicação dos novos secretários é também uma confirmação de que o governador não havia conversado, antes de tomar a decisão de substituir auxiliares, com nenhum dos seus parceiros de aliança, embora alguns políticos tenham dito haver tratado do assunto com ele, na semana anterior, talvez até para não atestarem a pouca importância que têm no contexto geral da aliança e do Governo.
Ontem, até o fim da manhã, o governador não deu nenhuma informação sobre o processo que ele inaugurou na sexta-feira à noite. A assessoria do Palácio da Abolição também não tinha fato novo sobre saída e entrada de secretários no Governo.
Os auxiliares de Cid que foram afastados dos seus cargos evitaram comentar o desligamento. Alguns deles, por sinal, nem sequer falaram com o governador, pois foram comunicado do afastamento pelo chefe de Gabinete, Danilo Serpa.
Os deputados estaduais Camilo Santana (PT), Francisco Pinheiro (PT), Gony Arruda (PSD) e Mauro Filho (PSB), embora tenham 30 dias para reassumirem seus mandatos, estão sendo esperados na Assembleia Legislativa já na próxima terça-feira, tão logo sejam publicados os atos de exoneração no Diário Oficial do Estado de segunda-feira.
EDISON SILVAEDITOR DE POLÍTICA fonte:DN/jardim das oliveiras camocim ceara

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